Morro do Chapéu!

Morro do Chapéu, 04 de fevereiro de 2019

Morro do Chapéu (BA) é a cidade mais organizada, limpa e cativante que passei até o momento.

Localizada em uma região de Cerrado e integrante da Chapada Diamantina, é conhecida por ter temperaturas amenas quando comparadas às suas vizinhas (Irecê e Jacobina).

Isso ocorre porque o município encontra-se a uma Cota de 1.100 metros de altitude ao passo que Irecê está a 560 metros.

Em razão dessa diferença de altimetria, o percurso entre Irecê e Morro do Chapéu era sinuoso e íngreme. A partir da cidade de Estrela encarei uma subida de 9 quilômetros, saindo de uma cota de 640 metros e atingindo 1180 metros.

Pra completar, havia um persistente vento contra que reduziu muito minha média de velocidade. No topo dessa subida havia uma usina de geração de energia eólica.

Na sequência encarei um planalto de aproximadamente 20 quilômetros até chegar no meu destino de hoje. Nesse trecho a bicicleta parecia deslizar pelo asfalto.Agradeci muito a Deus não ter tido nenhum furo de pneu nesse dia.

Após tomar um café em um simpático restaurante, fui até a cachoeira do ferro queimado, que infelizmente estava seca.

Mesmo assim, a vista da queda era extasiante. Mais um daqueles locais esculpidos por séculos pela natureza. Ali você se sente muito pequeno e muito grande, uma vez que faz parte de toda aquela imensidão.

Já em Morro do Chapéu, apenas na parte da manhã, ouvi três vezes a seguinte frase: pode deixar a bicicleta aí fora. Aqui não é perigoso!

No restaurante em que ia almoçar eu decidi não confiar, pois não teria como a bicicleta ficar sobre o alcance do meu olhar, e segui andando para guarda-la antes de comer, uma vez que a pousada que iria me hospedar era no andar superior ao restaurante.

O rapaz que havia me dito a frase pela terceira vez saiu afoito do restaurante e me disse: senhor, me desculpa! Aqui realmente é seguro. Mas se quiser pode deixar a bicicleta dentro do restaurante.

Surpreso com tamanha confiança, gentileza e educação, disse a ele que iria tomar um banho e que depois voltaria para almoçar.

Já à tarde, andando pela cidade, pude constatar que aquelas 3 frases iguais não haviam sido em vão e que a cidade é um oásis de segurança e tranquilidade.

Os moradores se orgulham da segurança do município. Ouvi mais 2 vezes que a cidade era segura.

No final da tarde encontrei uma baiana vendendo acarajé em uma praça, senhores jogando dominó em outra, muitas pessoas caminhando e correndo e alguns ciclistas com caras bicicletas – para minha surpresa. Tomei um suco de morango – da fruta (a cidade é grande produtora) com pão artesanal em frente à igreja Matriz, que tocou seu estridente sino às 18 horas.

A música de Morro do Chapéu é Vilarejo, da Marisa Monte:

Lá o tempo espera
Lá é primavera

Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas pão

Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos
Os destinos e essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for…”

Nascer do Sol em Irecê (BA)

Café da manhã em Morro do Chapéu

Uma das praças de Morro do Chapéu

Entrada da cidade

Placa da cidade

Cachoeira do Ferro Queimado

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