Atins, Lençóis Maranhenses

Cheguei à Atins após descer o Rio Preguiças desde a cidade de Barreirinhas.

O percurso é incrível: serpenteando trechos de floresta Amazônica, onde se incrustam árvores do Cerrado, como o Buriti. Cenário característico de transição de biomas, típico do Maranhão.

Atins me lembra a música Vilarejo, da Marisa Monte:

“Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão”

Esse lugar incrível situa-se na foz do Rio preguiças e na sua orla você pode tomar banho de Mar e de Rio, de acordo com o sobe e desce da Maré: quando a Maré sobe, desvia o curso do Rio, fazendo-o passar na praia de Atins.

Quando a Maré desce, o encontro com o Rio acontece abaixo de Atins e, assim, na orla temos Mar.

Pela calma do local e pela sua praia híbrida, Atins já seria um passeio incrível.

A proximidade com Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses torna Atins roteiro certo para aqueles apaixonados por natureza.

Por tudo isso, diversas pousadas foram construídas, abrigando os mais variados tipos de viajantes. Há também inúmeras opções de restaurantes, bares e pizzarias. Há, inclusive, uma cervejaria artesanal na cidade.

Hospedei-me na pousada Acquanarina, do Peter. Um paisagista alemão muito inteligente e talentoso, que mudou-se para Atins em 2004.

Construiu um local muito bacana, onde a integração das árvores e plantas com o ambiente fazem você ter a sensação de estar em uma barraca, abrigado no meio da mata. Ou mesmo em uma oca!
Entretanto, o quarto é extremamente agradável, com detalhes rústicos e uma cama muito confortável, que conta também com um “mosquiteiro”. O café da manhã é farto e servido com variedade de frutas colhidas na própria pousada. Os detalhes e a sofisticação da porcelana chamam atenção.

Tomei esse café em uma manhã cinza e chuvosa. Uma grande oportunidade de conversar com Peter, descansar na rede e dormir ouvindo a chuva cair. Felizmente, a chuva foi embora rápido e o Sol me presenteou um grande dia.

Arrumei minhas coisas e fui caminhando para o Parque. No meio da caminhada consegui uma carona que me facilitou a vida. É incrível como sinto a força da natureza nos Lençóis.

À medida que as dunas se aproximam, a vegetação vai ficando esparsa. É como se a natureza desse o seguinte recado: se aproxime com cuidado e respeito. Sou forte, sou selvagem.

Recado dado, vi um cenário surreal. Dunas perfeitas, desenhadas nas mãos de Deus. Lagoas lindas: pequenas, grandes, transparentes, azuis turquesa, verdes. Simplesmente fantástico.

Lulu santos devia estar nos Lençóis e não na Califórnia quando escreveu: “O Sol abraça o meu corpo, meu coração canta feliz…”

Impossível descrever metade da beleza dos Lençóis. Igualmente impossível é capturar em fotos ou vídeos o que se vê é sente naquele lugar.

Mas uma boa descrição sobre os Lençóis é:

“Seguindo a linha do mar,
Vendo passar em suspense
Seguindo a linha do mar,
Vendo passar em suspense
As dunas de areia alvinha,
Lagoas fresquinhas,
Águas cristalinas de delirar.”
Voltei pra casa muito feliz!

Abaixo o humilde registro fotográfico desse dia incrível.

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