Aju – Salvador

Aracajú é uma cidade limpa, organizada e bem planejada. O transporte público tem um sistema diferente, baseado em terminais.

Assim, é possível pegar qualquer ônibus na parada, pois o mesmo irá parar sempre em um terminal, onde o passageiro poderá esperar o ônibus que deseja.

Isso evita que o cidadão fique na parada, reduzindo os riscos para o mesmo. Além disso, cria maior dinâmica para o transporte.

Na minha opinião, é a melhor capital do nordeste para se morar, apesar de ser um pouco mais cara do que a média.

A orla de Atalaia é bem bonita e a praia deve ter uns 8 km de extensão. Muita gente me disse que o Mar não era bonito e a faixa de areia extensa.

Eu achei o Mar lindo, adorei aquela faixa de areia e ainda fiquei à noite na praia admirando as estrelas. Passei ótimos momentos em Aracaju.

Foi difícil deixar a cidade, mas era preciso seguir em frente. Senti falta do Souza e as primeiras pedaladas foram muito difíceis.

Era segunda e criei a meta de chegar em Salvador na quarta, pois minha mãe e Aníbal chegariam na Quinta.

O litoral sergipano foi todo plano e tive um grato encontro quase entrando no Estado da Bahia. Estava almoçando quando o rapaz que viajava de moto falou comigo.

Filipe era seu nome e ele estava vindo dos Cânions do São Francisco, que eu também visitei. Trocamos algumas palavras, mas eu precisei seguir, pois o Sol estava muito forte.

Ele me disse que estava pensando em viajar de bicicleta e que já tinha lido um livro do Antônio Olinto.

Na estrada me arrependi de não ter conversado mais com ele. Ele passou por mim assim que cruzei a divisa. Por sorte, trocamos contato e conversamos depois.

Ele leu o blog, depois disse que continuou lendo com o filho. Fiquei muito emocionado e feliz de poder compartilhar essa vivência.

Cada um tem seu caminho e fiz uma amizade com pouquíssima conversa. Espero que essa estrada ainda nos possibilite outro encontro, de bike, de preferência. Obrigado, Filipe.

Parei para dormir na cidade de Conde, depois de furar 4x o pneu aquele dia. Em 10 dias com o Souza não furamos nenhum pneu. Paguei a divida.

No dia seguinte fui até a Praia do Forte, enfrentando um carrossel de subidas pelo Norte Baiano.

Pela primeira vez senti que coloquei minha saúde em risco na viagem. Estava um Sol surreal e precisei parar várias vezes até que o Sol abrandasse.

Praia do Forte é um destino muito famoso e caro na Bahia. É lindo e organizado. Trata bem os visitantes, mas cobra seu preço.

Na quarta feira segui para Salvador é encontrei meu amigo Genivaldo em Arembepe, de onde seguimos até o Farol da Barra.

Nesse trecho encontramos a cicloviajante Erica (@iamericalatina no instagram) e um ciclista de Salvador (Alan) que nos acompanhou e almoçou conosco.

Foi emocionante pedalar com o Geni. Ele fez um bate e volta entre Salvador e Brasília (coisa pouca pra ele, 3000 km em 20 dias), onde o encontrei por acaso e tive a felicidade de abriga-lo.

Disso desenvolvemos uma amizade muito bacana e sempre que vou à Salvador o encontro. Dessa vez ele veio me recepcionar na estrada. Obrigado, meu amigo! Você é demais.

Obrigado a todos que acompanham.

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