Barulho, barulho

“Barulho, barulho

Muito barulho por nada

Por nada no futuro…”

Essa música do kid Abelha não me saia da cabeça por um fato que ocorreu em Balneário Camboriú.

Fazia frio e fui ao terraço de onde estava hospedado para aproveitar o sol do fim da tarde.

Tudo ótimo e silencioso até que uma família grande teve a mesma ideia. Estava quase dormindo quando ouvi aquele estardalhaço.

Havia uma criança de uns 3 anos, que não parava um segundo, sempre na direção da piscina.

A mãe, aos berros, gritava para a outra filha: segura esse menino! Será que você não pode ajudar em nada?

Enquanto a adolescente ia tirar uma selfie, a criança escapava e corria veloz novamente.

A mãe gritava, saia correndo para pegar a criança, que começava a chorar.

A filha e a mãe começavam a discutir e lá ia o futuro atleta para a borda da piscina.

Eu até achei graça da situação, mas me incomodei com a algazarra e preferi descer. A moça até me pediu desculpas. Mas não adiantava muito, né?

Pera minha alegria, estava perto do Mar e fui para a praia escutar aquele som que acalma e acalenta, mesmo com o vento mais gelado.

Fiquei pensando naquela situação. Aqueles gritos jamais resolveriam. Acredito que faziam com que a criança ficasse mais agitada.

Concluí que, algumas vezes, quando começo a pensar demais no que fazer, pedir opinião para outras pessoas etc. faço igual aquela mãe, terceirizando a responsabilidade, fazendo coisas que acabam não surtindo efeitos prático.

Ser objetivo é uma virtude que admiro muito. A questão é resolver os problemas e não ficar pensando demais sobre eles, apenas remoendo. Reclamar também não parece ser muito pertinente.

Obrigado a todos que acompanham