Dias tão azuis

Florianópolis é, provavelmente, o destino turístico mais eclético e diversificado do país. Para quem gosta de natureza, há praia, trilha e cachoeira. Para os adeptos de vida noturna, existe uma ampla variedade de bares, boates e casas de show. Algumas, inclusive, são na praia.

Os adeptos de esportes radicais podem escolher surf, windsurf, paraglide, skate, sandboard (tipicamente nativo) etc. Aos mais comedidos, a Avenida Beira Mar é um convite a corrida, ao patins, ao patinete e, claro, à bike.

A cidade é um grande polo turístico, com um setor de serviços pujante. Mas não é só isso. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) possui projeção internacional e muita gente diz que ali localiza-se o “vale do silício” brasileiro, pela concentração de empresas de tecnologia.

Aparentemente segura, urbanizada e limpa, Florianópolis já foi eleita como a cidade de melhor qualidade de vida do país. Seu verão é muito badalado e, mesmo no inverno, há grande movimento.

Por tudo isso e muito mais, incontáveis brasileiros e estrangeiros (especialmente argentinos) elegeram a capital catarinense para morar e construir suas vidas. Encontrar um barriga verde (nativo do Estado) era relativamente raro.

O vertiginoso crescimento da cidade trouxe desenvolvimento, mas também problemas, especialmente o trânsito. Em um final de domingo saí da Praia Mole para a Lagoa da Conceição (aproximadamente 4 quilômetros) e estava tão engarrafado que decidi ir andando. Percebi que estava mais rápido do que os carros.

Por sorte, peguei um “Veranico”, (como dizem os catarinenses) que trouxe bastante Sol, ainda que pela manhã e à noite esfriasse bastante. Sempre me lembrava da música “o Barquinho”, pois eram “dias tão azuis…”

Todo dia eu podia cantar a música do Chimarruts, que por coincidência ou não, chama “Floripa”:

“Quero sair

O dia está tão lindo.

E eu quero ver o sol!…”

Obrigado a todos que acompanham.